Quanto custa fazer faculdade no exterior? A resposta curta: de cerca de € 5 mil a € 8 mil por ano em instituições internacionais mais acessíveis, até mais de US$ 60 mil por ano nas universidades de elite dos Estados Unidos e do Reino Unido. O valor final depende do país, da universidade, do curso, da duração do programa e do custo de vida do destino.
Neste guia você encontra faixas de preço reais, o que entra na conta além da mensalidade e alternativas reconhecidas que cabem em diferentes orçamentos. Se quiser entender antes o passo a passo, veja como funciona a faculdade no exterior.
Afinal, é caro fazer faculdade fora?
Depende. Essa é a resposta mais honesta para quem começa a pesquisar quanto custa fazer faculdade no exterior. É verdade que existem universidades com anuidades que ultrapassam os 60 mil dólares, mas também existem instituições internacionais reconhecidas, com ensino em inglês e diploma válido globalmente, cujo investimento anual fica na casa de poucos milhares de euros.
O valor de uma graduação no exterior varia de acordo com uma combinação de fatores: o país, a universidade, o curso escolhido, a duração do programa, a cidade onde fica o campus e o modelo de ensino.
Antes de descartar a ideia de estudar fora por achar que é inacessível, vale entender a amplitude real desse mercado, que vai muito além das universidades mais conhecidas e caras que costumam aparecer em filmes e reportagens.
Quanto custa fazer faculdade no exterior?
De forma geral, o custo de uma graduação internacional pode ser dividido em quatro categorias:
- Mensalidade ou anuidade (tuition): o valor cobrado pela instituição pelo ensino em si.
- Taxas acadêmicas: matrícula, materiais, seguro estudantil e taxas administrativas.
- Custos adicionais: documentação, visto e passagens.
- Custo de vida: acomodação, alimentação e transporte no país de destino.
Essas quatro variáveis, somadas, formam o investimento real de estudar fora, e é justamente por não considerar todas elas que muita gente superestima ou subestima o valor total de uma experiência internacional.
Vamos começar pela ponta mais cara do mercado, para depois mostrar toda a amplitude de opções disponíveis.
Quanto custa estudar nas universidades mais renomadas do mundo?
As universidades de elite global, em geral situadas nos Estados Unidos e no Reino Unido, praticam valores de anuidade significativamente mais altos que a média mundial, refletindo sua estrutura, reputação e processo seletivo extremamente concorrido.
Estados Unidos: Harvard University
Na Universidade Harvard, o valor anual estimado do curso de graduação, sem contar hospedagem, alimentação e outros custos, gira em torno de US$ 61.676, com o custo total de um ano (incluindo moradia e alimentação) alcançando cerca de US$ 89.315 por ano.
Vale destacar que uma parcela dos estudantes recebe algum tipo de ajuda financeira parcial, o que reduz o valor pago na prática por boa parte do corpo discente, mas o valor de tabela, sem bolsa, permanece um dos mais altos do mundo. São valores aproximados: confira sempre no site oficial da universidade.
Reino Unido: University of Oxford
Em Oxford, estudantes internacionais de graduação pagam anuidades que variam de £37.380 a £62.820, dependendo do curso, para o ano letivo de 2026/27. Em Medicina, os valores são ainda mais altos, chegando a £65.250 por ano nos anos clínicos.
Esses valores correspondem às taxas acadêmicas e não incluem os custos de vida, que são calculados separadamente pela universidade. São valores aproximados: confira sempre no site oficial da universidade.
Canadá: University of Toronto
No Canadá, a University of Toronto, uma das mais bem posicionadas em rankings globais, cobra dos estudantes internacionais de graduação um valor que varia de aproximadamente CAD 48.090 a CAD 70.060 por ano, dependendo do programa. São valores aproximados: confira sempre no site oficial da universidade.
Ou seja: entre as três universidades citadas, o valor anual de tuition varia de aproximadamente US$ 55 mil a mais de CAD 70 mil, sem contar moradia, alimentação e demais despesas. Para um curso de 3 a 4 anos, isso representa um investimento total que, dependendo do câmbio, facilmente ultrapassa R$ 1 milhão em algumas dessas instituições.
Essas instituições aparecem aqui apenas como referência de preço do topo do mercado, não como destino recomendado. A boa notícia é que existem caminhos bem mais acessíveis.
Existem opções mais acessíveis?
Sim, e esse é um ponto importante para quem pesquisa quanto custa estudar no exterior sem necessariamente mirar nas universidades mais conhecidas do mundo. Existem instituições internacionais com acreditação oficial, corpo docente qualificado, ensino 100% em inglês e diploma com reconhecimento internacional válido, cujo investimento é uma fração do valor cobrado pelas universidades citadas acima.
Isso não é uma versão “reduzida” da experiência de estudar fora: é uma categoria própria do mercado de ensino superior internacional, com instituições sólidas, processos de acreditação rigorosos e resultados acadêmicos comprovados.
O que muda entre essas opções e as universidades de elite não é necessariamente a qualidade do ensino, mas sim o posicionamento de mercado, o custo de vida do país sede e o modelo de negócio da instituição. Vale a pena entender como fazer faculdade fora do Brasil antes de comparar preços.
Universidades com boa relação entre custo e experiência internacional
Entre as instituições que demonstram esse equilíbrio entre qualidade acadêmica sólida e investimento acessível, três exemplos merecem destaque: University of York Europe Campus, GBS Malta e Schiller International University.
University of York Europe Campus (Tessalônica, Grécia)
Este não é um “campus alternativo” com diploma adaptado: é uma extensão direta da University of York, universidade britânica membro do Russell Group (o grupo que reúne as 24 universidades mais respeitadas do Reino Unido, ao lado de Oxford e Cambridge).
O diploma emitido em Tessalônica é exatamente o mesmo que seria emitido em York, no Reino Unido, com os mesmos direitos acadêmicos e profissionais, certificado pela UK ENIC.
A University of York também acumula reconhecimentos como o Gold Award no Teaching Excellence Framework (o mais alto selo de qualidade de ensino do governo britânico) e posição de destaque no Research Excellence Framework.
Após uma taxa única de matrícula de € 390, a anuidade da graduação (BA/BSc) é de € 7.900 por ano, cerca de € 31.600 pelo curso completo de 4 anos. O mestrado (1 ano) custa € 7.900.
Comparado às cerca de US$ 55 mil a US$ 60 mil anuais de Harvard, o valor total da graduação em Tessalônica equivale a menos de um ano de tuition em uma universidade de elite americana, mantendo um diploma britânico genuíno e de peso equivalente. Conheça em detalhe a University of York Europe, na Grécia.
Schiller International University (multi-campi: EUA e Europa)
Com campi em Madri, Paris, Heidelberg e Tampa, a Schiller International University oferece algo que poucas universidades no mundo, inclusive as de elite, conseguem replicar: a possibilidade de cursar um ano em cada um dos quatro países ao longo dos 4 anos de graduação, com o mesmo diploma.
Isso significa uma experiência multicultural genuína e contínua, não uma experiência de intercâmbio isolada, e um networking construído em quatro contextos culturais e profissionais diferentes.
Também é possível iniciar a formação (Level 4 e Level 5/HND) via GBS e progredir diretamente para o ano final (Level 6) na Schiller, obtendo o diploma americano com um caminho de entrada estruturado.
O valor exato da anuidade varia conforme o campus principal e as bolsas acadêmicas parciais disponíveis. Vale consultar a instituição para uma simulação personalizada.
Essas três instituições têm em comum acreditação oficial, corpo docente qualificado e diplomas com validade internacional plena. A diferença de investimento em relação às universidades de elite citadas anteriormente reflete o posicionamento de mercado e o custo de vida dos países sede, não uma diferença de qualidade acadêmica ou de reconhecimento do diploma.
GBS Malta (St. Julian’s, Malta)
Parte do grupo internacional Global Education (GEDU), a GBS Malta é licenciada pela Malta Further & Higher Education Authority (MFHEA) e seus diplomas são reconhecidos pelo Malta Qualifications Framework (MQF), validação oficial que garante que a formação tem o mesmo peso legal e acadêmico de qualquer instituição licenciada na União Europeia.
A estrutura de ensino inclui turmas reduzidas, tecnologia interativa em sala e corpo docente formado por profissionais atuantes no mercado, não apenas acadêmicos teóricos, o que aproxima o conteúdo da prática profissional real.
A graduação (BA/BSc Hons, 3 anos) tem investimento escalonado: € 9.964 no primeiro ano (incluindo o English for Academic Purposes), € 6.000 no segundo e € 6.000 no terceiro, totalizando aproximadamente € 21.964. Há também um ano preparatório (Foundation Degree, 8 meses) por € 5.000.
Na pós-graduação, o MA em Business & Management ou Marketing & Brand Management custa € 7.000 por ano; o MSc em Tecnologia, IA ou Saúde Pública fica em torno de € 14.809; e o MBA custa € 10.000 (ingresso direto) ou € 12.259 (via Pathway).
Um diferencial exclusivo é o programa Get Qualified, incentivo fiscal do governo maltês que devolve entre 40% e 70% do valor investido na mensalidade após a conclusão do curso, um benefício que nenhuma universidade de elite tradicional oferece. Veja mais sobre estudar em Malta pela GBS.
Os valores citados nesta seção são vigentes na data de publicação e podem variar conforme o câmbio e as políticas de cada instituição; confirme as condições atualizadas com a IE.
Quanto custa, de verdade, estudar fora?
Além da mensalidade da faculdade, o planejamento financeiro de um intercâmbio acadêmico precisa considerar:
- Acomodação: residência estudantil, apartamento compartilhado ou moradia individual.
- Alimentação: varia conforme o país e o estilo de vida.
- Transporte: em alguns países, como Malta, o transporte público é gratuito para estudantes.
- Seguro saúde: obrigatório na maioria dos países para emissão do visto.
- Visto de estudante: as taxas variam por país e tipo de programa.
- Passagens aéreas: ida e, eventualmente, idas e vindas durante o curso.
- Materiais acadêmicos: livros, softwares e material de curso.
- Taxas diversas: matrícula, registro e serviços administrativos da instituição.
Ignorar esses itens é o erro mais comum de quem planeja estudar fora olhando apenas para o valor da mensalidade. Em alguns casos, o custo de vida ao longo de um ano pode se aproximar do valor da própria tuition, ou até superá-lo, especialmente em cidades caras como Londres, Nova York ou Toronto.
Qual é o melhor destino para o seu orçamento?
Não existe um único “melhor país” para fazer faculdade no exterior. A escolha ideal depende de uma combinação de fatores pessoais:
- Orçamento disponível para tuition e custo de vida.
- Objetivo profissional e mercado de trabalho de destino.
- Curso escolhido e onde ele tem mais tradição ou reconhecimento.
- Idioma de preferência ou já dominado.
- Possibilidade de trabalhar durante os estudos, que varia por país e tipo de visto.
- Estilo de vida desejado: cidade grande, clima, custo de vida e comunidade internacional.
Um estudante com orçamento mais enxuto pode encontrar excelentes oportunidades em destinos como Malta ou Grécia, enquanto outro, com maior disponibilidade financeira e foco em networking corporativo de elite, pode priorizar instituições como Harvard ou Oxford, mesmo com o investimento mais alto. Para comparar, veja os melhores países para fazer faculdade.
Tudo isso é um grande investimento para o seu futuro!
Fazer faculdade no exterior pode significar investimentos muito diferentes, dependendo da universidade, do país e do modelo de ensino escolhido. Enquanto instituições de elite global cobram dezenas de milhares de dólares por ano, existem alternativas internacionais reconhecidas, com acreditação oficial e corpo docente qualificado, cujas anuidades ficam na casa de poucos milhares de euros, sem abrir mão de um diploma válido e de uma experiência acadêmica internacional real.
O mais importante, antes de qualquer decisão, é pesquisar a fundo: comparar valores de tuition, entender todas as taxas envolvidas, mapear o custo de vida do destino e considerar o investimento total ao longo de toda a duração do curso, não apenas o valor da primeira mensalidade.
Agora que você já sabe mais sobre quanto custa fazer faculdade no exterior, que tal descobrir qual destino combina com os seus planos de vida? Desde 1998, a IE já orientou mais de 100 mil estudantes, tem mais de 40 unidades, é associada à BELTA e mantém parcerias com mais de 500 universidades pelo mundo, com um time dedicado a assessorar você na melhor escolha de destino e curso.
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Perguntas frequentes
Varia enormemente: de cerca de € 5 mil a € 8 mil por ano em instituições mais acessíveis, a mais de US$ 60 mil por ano em universidades de elite nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Não existe uma única resposta. Instituições como GBS Malta e University of York Europe, na Grécia, praticam anuidades bem mais baixas que universidades tradicionais dos EUA e do Reino Unido, mantendo diploma reconhecido internacionalmente e acreditação oficial.
Sim. Existem programas de Foundation, planos de pagamento parcelados e instituições com anuidades mais baixas que tornam a graduação internacional viável para diferentes perfis financeiros.
Normalmente não. A tuition cobre apenas o ensino; acomodação, alimentação, transporte e demais custos de vida são despesas à parte que devem ser somadas ao planejamento total.
Não. O valor de uma universidade reflete fatores como posicionamento de mercado, custo de vida do país sede e estrutura institucional, não necessariamente a qualidade do ensino. Instituições como GBS Malta e University of York Europe, por exemplo, têm acreditação oficial e diplomas com validade internacional plena, com investimento bem mais acessível que universidades de elite nos EUA e no Reino Unido.
Sim, em alguns países. Malta, por exemplo, tem o programa Get Qualified, que devolve entre 40% e 70% do valor investido na mensalidade após a conclusão do curso. —


